Autora: Camila Padovan
Nas últimas duas décadas, os debates sobre o consumo energético têm sido e ainda são dominados por outras fontes de energia - como o gás natural, biocombustíveis / biomassa e eletricidade. Nesse período, no entanto, pesquisas intensivas e o desenvolvimento de tecnologias relacionadas ao hidrogênio continuou. Porém, o hidrogênio até agora não conseguiu ganhar a aceitação como uma nova fonte de energia. Devido aos elevados custos de investimento de capital e uma longa vida útil de infraestrutura de energia, leva um tempo considerável para novas fontes energéticas capturarem uma parte significativa do mercado de energia.
Os veículos elétricos movidos a célula de combustível de hidrogênio convertem o hidrogênio comprimido do tanque de combustível em eletricidade, que alimenta o motor elétrico de um veículo. Quando em movimento, esses veículos não produzem gases de efeito estufa a partir de seu tubo de escape - a única emissão é o vapor de água. Quando a eletricidade renovável é usada para fazer o hidrogênio, o veículo pode ser efetivamente alimentado sem gerar quaisquer emissões.
Os veículos a hidrogênio têm desempenho e capacidade de aceleração semelhantes aos movidos a gasolina e a diesel. Eles são rápidos para reabastecer e tem autonomia semelhantes. A energia é armazenada em combustível de hidrogênio comprimido, ao invés de uma bateria, o que significa que carros movidos a hidrogênio tem autonomia de até 700 quilômetros. Os carros levam até cinco minutos para reabastecer - semelhante aos tempos atuais de reabastecimento de gasolina e diesel.
Em 2010, foi lançado o primeiro ônibus movido a hidrogênio com tecnologia nacional. A tecnologia foi desenvolvida pelo Instituto de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O ônibus a hidrogênio da Coppe tem autonomia superior a 300 quilômetros, o equivalente ao deslocamento médio diário dos ônibus urbanos a diesel. Como fonte de energia, o hidrogênio tem sido considerado uma base para um futuro energético sustentável. Mas não pode ser visto em isolamento, uma vez que está em concorrência e interdependente de outras energias e das tecnologias que as utilizam. A questão é se o hidrogênio pode ser um importante portador de energia do futuro.